Do que se trata

Este blog é um projeto pessoal que tem o objetivo de dividir com os interessados minhas experiências em viagens assim como compartilhar o conhecimento que venho acumulando durante os anos na profissão de agente de viagens.

Para onde você quer ir?

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Buenos Aires
Muitas atrações, proximidade e bons preços transformaram Buenos Aires em um dos destinos mais procurados pelos Brasileiros nos últimos anos.

Buenos Aires nunca esteve tão voltada para o turismo, shows, restaurantes, bares, passeios, cassino dentre outros atrativos prometem deixar o visitante bem ocupado. A culinária e cultura estão bem representadas em renomado restaurantes e os famosos shows de tango. Buenos Aires esta realmente valendo à pena, os pacotes estão com bom preço e o que se gasta durante a viagem também não sai caro já que o peso esta desvalorizado

Passaporte/Identidade: Brasileiros podem entrar tanto com o passaporte quanto com a Identidade. Importantes destacar que a identidade deve ter no máximo 10 anos da data de emissão. Agendamentos do passaporte no site da Policia Federal Aqui
Moeda: Peso Argentino
Melhor Época: Janeiro, julho e dezembro são períodos de alta temporada e os valores sobem um pouco. Mas em geral Buenos Aires é pode ser visitada o ano todo. Nos feriados os pacotes costumam lotar com 2 a 3 meses de antecedência.
Clima: Aqui
Feriados: Aqui

Dicas Gerais
- Para visitar Buenos Aires tenha disponibilidade mínima de três noites. Quatro é mais indicado. Cinco da pra fazer tudo com calma e tempo.
- Tente ficar Hospedado próximo a Florida, entre Puerto Madero e a Av. 9 de Julho. É melhor porque fica centralizado para todos atrativos locais e é prático para sair a pé.
- A hotelaria tem estilo europeu e grande parte é muito antiga. Solicite ajuda de seu agente para não reservar gato por lebre.
- Leve Peso Argentino ou cartão. A conversão no Brasil é vantajosa e ainda evita transtorno de ter que procurar casas de cambio por lá e muito menos as conversões malucas do comercio local. Assim ninguém te enrola.
- Use muito taxi. É muito barato. Procure pelos taxistas oficiais. Se tiver dúvidas pergunte no balcão do hotel. Evite dar notas altas aos taxistas, assim você evita de pegar troco falso.
- Tome sorvete de doce de leite principalmente na Freddo: a rede de sorveterias mais famosa de Buenos Aires
- As jaquetas de couro têm bons preços na Florida, principalmente nas lojas direto de fabrica que ficam nos subsolos dos prédios. Não tenha medo de seguir o menino que fica divulgando a loja na rua.
- No domingo, boa parte das lojas da Florida ficam fechadas e ela é tomada por vendedores e artistas de rua.


Capital do tango e da Argentina, Buenos Aires oferece sempre uma lista inesgotável de atrações. Tanto para quem está voltando para lá como para quem chega pela primeira vez. Nos últimos anos, o câmbio favorável na troca de reais ou dólares por pesos fez com que multidões de brasileiros descobrissem o poder sensual da música e da dança portenhas, a diversidade de seus shoppings e feiras ao ar livre, a beleza européia da arquitetura, o sabor das carnes e vinhos. Prazeres simples, mas abundantes, de fácil acesso, cuja intensidade faz voltar.

A metrópole latina funciona 24 horas, considerando que depois do jantar, tarde da noite, tem a balada começando às 2h e terminando às 6h, dali a pouco abrem os cafés, os museus e mais um dia de trabalho, com os moradores preenchendo as ruas. Os bairros de maior freqüência turística, como o Centro, Retiro, Recoleta, Palermo e San Telmo, oferecem segurança para longas caminhadas. Plural, Buenos Aires contenta várias tribos de visitantes ao mesmo tempo: de famílias com crianças a casais em lua-de-mel, de boêmios a colecionadores de livros e raridades.

Também é dessas cidades que gotejam história por todos os poros: a passada, de opulência, e a recente, mais sofrida, de perdas econômicas, que provocou um revival na melancolia do tango e trouxe o ritmo de volta às ruas, casas de shows, lojas, cafés, galerias de arte.

Nos passeios diurnos, é comum começar as coisas pela Casa Rosada e Plaza de Mayo, a primeira um imponente centro de poder, a segunda um espaço com árvores, jardins e pombas para manifestações populares contra ou a favor do poder. Por ali passaram os fanáticos por Evita Perón, a primeira-dama falecida em 1952, e os manifestantes do 'panelaço' que provocaram a renúncia de um presidente, em dezembro 2001. Por ali ainda marcham as mães e avós da Plaza de Mayo, lembrando todas as semanas que milhares de homens e mulheres da esquerda argentina foram 'desaparecidos' durante a ditadura militar.

A avenida de Mayo do famoso Café Tortoni deixa ver, de longe, o Obelisco, cartão-postal da cidade, e leva ao 'quarteirão espanhol', onde restaurantes de frutos do mar ostentam retratos da família real da Espanha. Os espanhóis são o segundo grupo mais expressivo de imigrantes que chegaram à Argentina a partir de 1880. O primeiro é o de italianos.

O Obelisco de quase 70 m de altura serve de referência para encontrar a avenida Corrientes e o Teatro Collón, na Plaza Lavalle, ambos lugares de espetáculos importantes. A poucas quadras dali, duas instituições portenhas aguardam os turistas: o shopping Galerias Pacífico e a Plaza San Martín, um respiradouro verde em meio a espigões e faróis de grandes avenidas, que paralisa o visitante pela beleza de suas árvores e monumentos.

Cansou de caminhar? Não canse. Os táxis estão baratos, na comparação com o mesmo serviço em capitais brasileiras, e os ônibus, por alguns centavos, sempre correndo muito, também levam à tangueira San Telmo, ao bairro Palermo dos parques, do escritor Jorge Luis Borges e dos jovens estilistas, e à Recoleta das grifes luxuosas e do cemitério que virou atração turística.

Conhecer cidades gigantes envolve risco de maratona, mas em Buenos Aires se impõe evitar a fadiga diurna porque... porque 'la noche es uma niña', um mundo de possibilidades, período de longas horas para aproveitar os vinhos, a gastronomia, os teatros, a música, as pistas de dança. É o tempo por excelência para se emocionar com o tango, na intimidade de alguns bares, nas calorosas milongas ou nos shows com jantar incluído, quando qualquer bife de dois andares deveria ser processado por atrapalhar a visão das piruetas dos bailarinos.

O tango mudou um bocado, desde as origens, nos bairros pobres, associado à gíria do lunfardo. O cantor Carlos Gardel, o compositor Astor Piazzolla e o bailarino Julio Bocca são apenas três dos artistas que renovaram esta que é uma das marcas mais fortes da cultura argentina. Na hora do show, uma forma de saber se os limites dos movimentos estão sendo esgarçados na sua frente é notar se os garçons estão prestando atenção aos bailarinos.

Eles vêm aquilo todas as noites. Se os garçons fixam os olhos no palco, é porque a dupla vai inventar, a bailarina que já desconcertou até o saxofonista vai arriscar um gran finale de ponta-cabeça, suspensa pelas canelas, e o bailarino vai suar o terno para fazer parecer sutileza toda a força que ele guarda nos braços e nas pernas.

Está aí um projeto para a próxima viagem a Buenos Aires: seguir os passos dos bailarinos prediletos. Ás vezes a moça que chega bocejando, de vestido colante vermelho, para a Feira de San Telmo dos domingos é a mesma que estava fazendo loucuras num bar da avenida de Mayo na noite anterior, ou bem-comportada, dando aulas para iniciantes na Confitería Ideal.

Buenos Aires até cabe num final de semana ou feriadão, para quem viaja desde as regiões Sul ou Sudeste do Brasil. Soa insano, tanta coisa boa para ver e fazer em três ou quatro dias, mas ficar pouco tempo é bem melhor do que não ir.


INFORMAÇÕES E SERVIÇO:

Site do país

Site de turismo do país

Site da cidade

Site de turismo da cidade

DDI - 54 (Argentina)
Código de acesso de Buenos Aires - 1

Informações turísticas - A Subsecretaria de Turismo local mantém vários postos espalhados pela cidade. Para saber qual o mais próximo de onde você estiver, consulte o site oficial.

Idioma - Espanhol é o idioma oficial, mas o inglês também é usado nos estabelecimentos comerciais. O português é facilmente compreendido pelos portenhos.

Fuso horário - O horário em Buenos Aires é idêntico ao de Brasília. A cidade não segue o horário de verão.

Moeda - A moeda oficial é o peso argentino. A cotação em relação ao real pode ser acompanhada no UOL Economia. Dólares também são aceitos na maioria dos estabelecimentos comerciais.

Energia elétrica - 220V - Você deverá ter um plug especial para se conectar às tomadas do país

Telefones úteis - 0800 999 2838 (Assistência ao Turista) e 101 (Departamento de Polícia)

Lugares históricos

Caminito - As cores vivas das casas de chapa e madeira fizeram desta ruela do bairro de La Boca um dos lugares mais fotografados de Buenos Aires --e da Argentina. O uso das tintas e o nome, Caminito (título de um tango também), têm como padrinho o artista local Benito Quinquela Martín. Percorrida em poucos minutos, a Calle Museo Caminito é apresentada como o primeiro 'Museo Peatonal' (para pedestres) do mundo, criado em 1959. Aproveite o passeio para visitar três museus importantes das redondezas: o Museo de Bellas Artes de la Boca Quinquela Martín, a Fundación Proa e o Museu de Cera.

Cemitério da Recoleta - Aqui estão enterrados Evita Perón, que morreu aos 33 anos, e dezenas de políticos, escritores, artistas e cientistas argentinos. A área, de cerca de seis hectares, cercada por muros altos, integrava o jardim de um monastério franciscano. Os visitantes são recebidos com um mapa neste ponto turístico e de peregrinação, especialmente para os fãs de Evita, a primeira-dama que se dedicou à assistência social e que, quando morreu, de câncer, foi apresentada como 'líder espiritual da nação'. Esquina da avenida Quintana com Junín, na Recoleta.

Obelisco - É 'o' monumento da cidade, inaugurado em 1936. As linhas são egípcias e a estrutura é oca, com escada de ferro que leva ao topo, com quatro pequenas aberturas. Sob o cartão-postal, correm as linhas B e D do metrô. No entorno, duas grandes praças em semicírculo abrigam comemorações e shows. Esquina da Corrientes com 9 de Julio.

Casa Rosada - Sede do governo do país desde o final do século 19, a Casa Rosada guarda uma curiosa explicação de seu nome. Tratou-se, à época, da materialização estética de uma coalizão político-partidária. O então presidente Domingo Sarmiento escolheu o tom róseo para mostrar que tentaria unir em seu governo (1869 a 1874) o partido da cor vermelha com o rival da cor branca. No conto "O Sul", do escritor Jorge Luis Borges, o protagonista recorda-se de "eucaliptos balsâmicos e de uma ampla casa rosada que certa vez havia sido carmesim". Tem visitas guiadas. No Museu da Casa Rosada, aberto a visitação, milhares de documentos e objetos narram as trocas de poder na antiga colônia espanhola, independente desde 1816. Hypólito Yrigoyen, 219, tel. 4344-3600.

Plaza de Mayo - Diante da Casa Rosada, é o ponto-zero da povoação e local de manifestações populares. Aí nasceu a cidade, em 1580, como aldeia colonial. Ao centro, circundada por jardins, a pirâmide comemora a Revolução de 25 de Maio de 1811. A partir dos anos 70, com a ditadura militar, a praça emprestou seu nome ao movimento das Madres da Plaza de Mayo, que ali começaram a se mobilizar (e se reúnem até hoje, às quintas-feiras, com lenços brancos cobrindo os cabelos) para denunciar o desaparecimento de milhares de jovens argentinos. A líder mais famosa é Hebe de Bonafini, que perdeu três filhos para a ditadura argentina.

Manzana de las Luces - Nas visitas guiadas, que deixam ver o interior das construções e também a entrada de túneis subterrâneos, historiadores explicam a importância deste complexo arquitetônico do século 17, erguido pelos jesuítas. A Igreja de Santo Inácio é a mais antiga de Buenos Aires, de 1675. Pelo Colégio Nacional passaram políticos e escritores, vários dos que dão nome às ruas da capital argentina, entre eles Carlos Saavedra Lamas, Prêmio Nobel da Paz em 1936. A antiga Sala dos Representantes, de 1822, já foi palco de concertos de rock. Rua Peru, 272.
Museus

Fundación Proa - Com a fachada diante do rio Riachuelo, em La Boca, o espaço dedicado a discutir a arte contemporânea passou por reforma entre 2007 e 2008. A exposição de reabertura, sobre Marcel Duchamp, segue até fevereiro de 2009. Av. Pedro de Mendoza, 1929, tel. 54 (11) 4104-1000, www.proa.org

Museo de Arte Latinoamericano (Malba) - Instalações modernas guardam uma coleção permanente que conta com preciosidades do século 20, como a tela 'Os Viúvos', de Fernando Botero, 'Abaporu', de Tarsila do Amaral, e os móbiles de Julio Le Parc. O uruguaio Joaquín Torres-García e o casal mexicano Frida Khalo e Diego Rivera estão bem representados. Outros brasileiros do acervo são Di Cavalcanti, Cícero Dias, Hélio Oiticica, com três peças, e Lygia Clark, com a série Bichos. O museu tem salas para exposições temporárias, auditório, sala de cinema, café e loja. Av. Figueroa Alcorta, 3.415, Palermo, tel. 54 (11) 4808-6500, www.malba.org.ar

Museo de Arte Popular José Hernandez - Em dois prédios, destacam-se o artesanato indígena e os objetos e roupas da cultura gaúcha, produzidos em couro, madeira, prata e fibras vegetais. Av. del Libertador, 2.373, Palermo, tel. 54 (11) 4803-2384.

Museo de Bellas Artes de la Boca Quinquela Martín - O artista Benito Quinquela Martín morreu em 1977, aos 87 anos. Partiu dele, que foi um bebê abandonado, a idéia de encher as paredes de La Boca de cores, transformando o bairro pobre numa das áreas mais fotografadas da capital. O museu com janelões para o rio Riachuelo exibe pinturas do artista com cenas de barcos destruídos por tormentas, naufrágios e explosões. São memórias dramáticas da vizinhança portuária. Av. Pedro de Mendoza, 1.935, La Boca, tel. 54 (11) 4301-1080.

Museo Evita - O percurso começa pelo fim de Evita Perón, pelas imagens do prolongado velório da primeira-dama que se apresentava como protetora dos 'descamisados'. Menina pobre do interior, Evita tentava a vida em Buenos Aires fazendo pequenos papéis de atriz no rádio, teatro e cinema. Segundo a versão oficial, conheceu o coronel Juan Perón em 1944, como voluntária no auxílio às vítimas de um terremoto. O museu guarda pertences seus como bolsas, chapéus, luvas, o vestido da visita ao papa Pio 12 em 1947, documentos da fundação do Partido Peronista Feminino, e fotos da história dramática do sumiço do corpo embalsamado de Evita, obra de fanáticos militares. Ela morreu de câncer, em 1952, e o jazigo da família Duarte é motivo de peregrinação ao Cemitério da Recoleta. Museu com bistrô e biblioteca. Lafinur, 2988, Palermo, tel. 54 (11) 4807-9433.

Museo Histórico de Cera - Em três pequenas salas estão dispostas estátuas de corpo inteiro de figuras históricas argentinas e também rostos de líderes indígenas como Juan Calfucura e Manuel Namuncura. Na terceira sala, que detalha práticas da taxidermia, impõe-se o esqueleto completo de uma sucuri brasileira. No antigo sobrado de La Boca morou um socialista pioneiro, Alfredo Palácios, que ali fez funcionar um comitê partidário. Dr. E. del Valle Iberlucea, 1.261, tel. 54 (11) 4301-1497.

Museo Nacional de Bellas Artes - O principal museu da Argentina, inaugurado no Natal de 1896. No acervo permanente, a lista de aquisições internacionais serve para lembrar os anos dourados da economia do país: Greco, Rodin, Rembrandt, Goya, Van Gogh, Monet, Degas, Picasso. Av. del Libertador, 1.473, Recoleta, tel. 54 (11) 4803-0802, www.mnba.org.ar

Museo Carlos Gardel - Foi inaugurado em 2003, na casa em que o famoso cantor e compositor de tango morou com a mãe, Berta, de 1927 a 1933. O acervo guarda objetos, roupas e conta a trajetória do autor de 'El Dia Que Me Quieras'. Carlos Gardel morreu em 1935, num acidente de avião. O corpo está enterrado no cemitério da Chacarita. Jean Jaurés, 735, no bairro Abasto.

Museo de Arte Hispanoamericano Isaac Fernández Blanco - Guarda coleções de prataria colonial da América do Sul, arte religiosa e das missões jesuíticas, convidando a um mergulho na história dos vizinhos sulistas. Suipacha, 1.422, tel. 54 (11) 4327-0272.

Museo de La Ciudad - Exposições permanentes de documentos, fotos, objetos e móveis que contam a história da capital Argentina. No térreo, visite a Farmácia de la Estrella, preservada como era em 1900. Rua Alsina, 412, Monserrat, tel. 54 (11) 4343-2123.
Parques e praças

Jardim Botânico - Projetado pelo paisagista francês Carlos Thays no final do século 19, tem cedros, sequóias, magnólias e plátanos em seus 7 hectares. Entre as construções, destacam-se as estufas e um casarão de tijolos, no estilo inglês. Uma atração integrada à flora é a presença de dezenas de gatos abandonados, alimentados regularmente por voluntários. Eles circulam por todos os espaços, até pelas janelas altas do casarão. São 31 esculturas espalhadas entre os bancos e jardins. Uma delas, de grandes proporções, com figuras humanas em caráter orgiástico, chegou a ser 'desaparecida' pela ditadura militar, e retornou ao Jardim Botânico em 1984. Avenida Santa Fé, 2.951, Palermo.

Plaza San Martín - Um dos lugares mais agradáveis da região central, próximo da turística calle Florida. Desde 1910, ergue-se ali a estátua eqüestre do general San Martín, líder da independência, sobre um pedestal de mármore que serve de degraus para descanso. Tem brinquedos infantis, "cachorródromo" (cercado para soltar os cachorros), um memorial para a Guerra das Malvinas e frondosas sombras. Os troncos escuros das árvores formam contornos fantasmagóricos diante dos arranha-céus do entorno.

Parque 3 de Febrero - São vários parques e jardins abrigados sob este nome que lembra uma data histórica, a batalha de Monte Caseros, em 1852. A extensão de gramados verdes parece não ter fim, mesmo entre avenidas movimentadas de Palermo. Destacam-se na paisagem o Jardim Japonês e seu lago com carpas, e o Rosedal, área de fontes e esculturas. A poucos passos do mar de roseiras, as atrações são o Patio Andaluz, a Puente Blanco e El Jardín de los Poetas, com bustos de Shakespeare, Dante Alighieri, García Lorca, Antonio Machado e Jorge Luis Borges, entre outros. Avenida del Libertador com Avenida Sarmiento, em Palermo.

Plaza Cortázar - A praça que homenageia um renomado contista argentino, Júlio Cortázar (1914-1984), é ponto de encontro de estilistas e designers, de moda e de objetos de decoração, no bairro de Palermo. Aos sábados, os pontos de venda se multiplicam. A região reúne bares e restaurantes da moda, lojas de artigos sofisticados, e tem uma vida noturna animada, com mesas nas calçadas.

Reserva Ecológica - Os 350 hectares compõem a maior área verde da capital argentina, inaugurada em 1986, um espaço privilegiado para a observação de pássaros e do rio da Prata. Dada a grande extensão das trilhas, uma bicicleta pode ser bem-vinda. O parque oferece visitas guiadas, inclusive noturnas, na época da lua cheia. Av. Tristán Achával Rodríguez, 1.550, Puerto Madero, tel. 4315-1320.

Zoológico - Os tigres siberianos resistiram à privatização dos anos 1990. Estavam lá na adolescência de Jorge Luis Borges, escritor fascinado pelos animais de pelo branco e olho azul, e continuam lá, na companhia de dezenas de espécies como lhamas, macacos, panteras, araras, cabras, leões, guanacos, répteis etc. Uma atração mais recente é um grande aquário, que abriga lobos marinhos e pingüins. Com ou sem crianças por perto, vale a pena brincar nos antigos e charmosos carrosséis, mesmo que eles estejam vazios. Ou principalmente se eles estiveram vazios, precisando de um empurrãozinho para girar e acender as luzes. Plaza Itália, Palermo.
Compras


Avenida Alvear - Endereço chique da Recoleta: os palacetes abrigam lojas de grifes sofisticadas como Versace, Louis Vuitton, Emporio Armani, Kenzo e Ermenegildo Zegna. Parece Paris. No número 1.891 da rua está o luxuoso Hotel Alvear Palace, que serve um chá da tarde cinematográfico.

Calle Florida - É a principal rua de compras para os turistas que ficam poucos dias. Foi a primeira rua pavimentada da cidade, já no final do século 18. Fechada para o trânsito de veículos, trata-se de um largo calçadão, com bancas de revistas, lojas de souvenires, livrarias, galerias, agências de turismo e várias marcas de artigos de couro. Entre elas a Maybe (Florida, 851), que vende jaquetas e casacos sob medida, e promete entregá-los prontos em quatro horas.

Barbie Store - Loja temática, cor-de-rosa, para crianças de todas as idades. Além da diversidade das roupas e acessórios para vestir a famosa boneca, o espaço conta com salão de beleza (de verdade), casa de chá, loja de roupas da grife para crianças entre dois e 12 anos e uma casa da Barbie em tamanho natural. Aceita reservas para festas de aniversário. Scalabrini Ortiz, 3170, em Palermo, www.barbie-stores.com

Galerías Pacífico - A construção nasceu como centro de compras ainda em 1895, com requinte suficiente para abrigar o Museu Nacional de Bellas Artes por um período. Depois da reforma nos anos 1990, todos os corredores e praças reluzem, não apenas pelo cuidado com as vitrines e quiosques de várias grifes, mas por conta da iluminação natural do teto envidraçado. Ali funciona o Centro Cultural Jorge Luis Borges, com teatro e exposições, e o Estúdio de Dança Julio Bocca. Florida com Córdoba, em San Nicolás, tel. 5555-5110, www.galeriaspacifico.com.ar

Livraria El Ateneo - Parece um teatro, e foi um teatro, construído em 1919. Onde era o palco, que recebeu Carlos Gardel, foi instalado um café, em frente a dezenas de prateleiras de livros, CDs e DVDs. Os camarotes laterais foram transformados em saletas privadas de leitura, com poltronas de couro, para o deleite dos clientes sem pressa. A literatura infantil está no subsolo. É das maiores e mais encantadoras livrarias da América Latina. Avenida Santa Fé, 1860, tel. 4813-6052.

Patio Bullrich - Dos mais sofisticados da capital argentina, tem entre suas grifes Armani Exchange, Christian Dior, Cacharel, Diesel, Puro Tabaco, Kenzo e, claro, os sorvetes Freddo e os alfajores Havana. Nas redondezas estão embaixadas e hotéis cinco estrelas. Posadas, 1245, na Recoleta, tel. 4814-7400, www.shoppingbullrich.com.ar

Palermo Soho - Na última década, o bairro virou reduto de estilistas e designers da nova geração. Alguns deles vendem os produtos em bares, como os da Plaza Serrano, com descontos. A oferta é grande não apenas em roupas, mas em acessórios como bolsas, cintos e lenços, e artigos de decoração para casas e escritórios.
Gastronomia

Buenos Aires é uma festa para o paladar. Na variedade dos cardápios internacionais e sofisticação dos restaurantes, concorre com capitais latinas como São Paulo e Rio de Janeiro. Alguns dos destaques em pratos e bebidas típicas:

Bife de chorizo - Bifão de contrafilé, alto, macio, suculento, quase sempre servido com papas (as batatas-fritas). Para carnívoros, o caminho do paraíso, das parrillas (o churrasco argentino), começa pelas zonas gastronômicas de Costanera Norte e Puerto Madero --neste bairro um restaurante bastante freqüentado por brasileiros é o Siga La Vaca, que tem filial em Palermo.

Comida espanhola - A avenida de Mayo e arredores concentram os principais restaurantes em que se destacam os pratos de peixes e frutos do mar. Ninguém censura se você pedir vinho tinto para acompanhar. Algumas casas mais tradicionais têm retratos e brasões da monarquia espanhola nas paredes.

Choripan - Não deixe de experimentar a lingüiça servida no pão, vendida nas ruas e em lanchonetes.

Sorvetes - São uma instituição portenha. A qualidade começa no tipo do leite e avança para os ingredientes que dão sabor. Alguns exóticos, como pomelo (grapefruit). Doce de leite, por exemplo, tem meia dúzia de variações: com amêndoas, coco, gotas de chocolate... As marcas Freddo e Persicco têm várias lojas pela cidade.

Submarino - Os garçons já andam meio cansados de explicar para brasileiros o que é o 'submarino' do cardápio. Não é um meio de transporte local: é um tipo de chocolate quente. A barra de chocolate vem embalada e deve submergir no leite, derretendo aos poucos, fazendo desenhos de cor marrom no branco da xícara. Uma delícia cremosa. Pronto: não precisa mais incomodar os hermanos com dúvidas de turista neófito.
Vida noturna

Baladas: Numa cidade tão grande, há quem escolha a balada pelo tipo de música e também pelo bairro: tem as de Puerto Madero, de San Telmo, as de 'El Bajo', entre as avenidas Reconquista e 25 de Maio, e as de Las Canitas, um lugar da moda em Palermo. Em comum, as festas começam muito tarde, depois da meia-noite. La Trastienda (Balcarce, 460, www.latrastienda.com) tem vários ritmos na programação, La Morocha toca funk e rock (Dorrego, 3307) e no Club 69 (Corrientes, 1217, www.club69.com.ar) rolam funk e hip-hop, entre outros.

Cassino: Para burlar as leis que proíbem a jogatina em terra, o Casino Buenos Aires fica localizado num barco de quatro andares, mais a cobertura, ancorado ao sul de Puerto Madero. Funciona 24 horas. Acesso pela rua Elvira Rawson de Dellapine, tel: 54 (11) 4363-3100.

GLS: Como Rio de Janeiro e São Paulo, Buenos Aires é considerada uma metrópole gay-friendly, fama que ganhou impulso em 2007 com a inauguração do hotel Axel. Existe uma programação regular de milongas gays, que são os bailes para dançar o tango, em clubes como La Marshall (Yatay, 961, tel: 54 (11) 5406-9784) e Tango entre Muchachos (Defensa, 1112, tel: 54 (11) 4300-4747). Gays e lésbicas que preferem dançar outros ritmos se divertem na disco Amerika (Gascón, 1040), no Alsina (Alsina, 940) e no Verona Disco (Hipólito Yrigoyen, 868), este para meninas. Mais bares e clubes no Guia Gay de Buenos Aires, www.gay-ba.com.

Jazz: Na região central, o Café Tortoni é um dos espaços mais tradicionais, e turísticos, para ouvir jazz em Buenos Aires (av. de Mayo, 825, tel:54 (11) 4342-4328). No bairro Palermo Viejo, uma opção é El Taller (Serrano, 1595, tel: 54 (11) 4831-5501).

Teatro Colón: Passou por reformas em 2007 e 2008. Majestosa para cima e para baixo, com sete andares subterrâneos, a construção em estilo renascentista, com luxuosas galerias de mármore, é uma das maiores casas de ópera da América do Sul. Tem programação de ópera, dança e da Orquestra Filarmônica de Buenos Aires, entre outras atividades. Informações sobre espetáculos e visitas guiadas no site www.teatrocolon.org.ar e nos telefones 54 (11) 4378-7344 e 54 (11) 4378-7132.

Confira a programação semanal de festas, DJs, shows de música e dança com artistas locais estrangeiros na revista Wipe, em www.wipe.com.ar
Arredores

Mar del Plata: Fica na província de Buenos Aires, mas longe da capital, a cerca de 400 km. O balneário recebe multidões de visitantes nos meses de verão, atraídos pela intensa vida noturna, diversidade de hospedagens e shoppings e, claro, pelo refresco de quase 50 km de praias e baías do oceano Atlântico. As principais são Bristol, Popular e La Perla. A zona portuária serve de habitat para uma colônia de leões-marinhos, considerados Monumento Natural de Mar del Plata; www.mardelplata.com.

San Isidro: A 30 km ao norte de Buenos Aires, o município tem ruas arborizadas e 'recuerdos' da elegância anglo-portenha de tempos atrás. Acesso pelo Trem de la Costa, com desembarque nas estações San Isidro ou Punta Chica. Entre as atrações estão a catedral de arquitetura neogótica, de 1898, os museus históricos Juan Martín de Puerreydón e Horacio Becar Varella, e a Villa Ocampo, um palácio onde morou a escritora Victoria Ocampo.

Tigre: A 40 km de Buenos Aires. Passeio clássico para fugir um pouco da poluição e agito da capital, circulando de barco no gigantesco delta que forma o Rio da Prata. As casas de veraneio ostentam gramados reluzentes diante dos sinuosos canais, e nos trapiches vê-se um pouco do humor dos moradores, nos nomes que servem de endereço (não há ruas) às construções: El Quixote, El Sortilégio, Enigma, La Ponderosa, Mi Tesoro, Bonanza, La Salamanca. Na região funcionou o primeiro cassino do país. Os passeios podem durar uma hora, três horas ou dois dias. Com Sturla, www.sturlaviajes.com.ar, Líneas Delta, www.lineasdelta.com.ar, e Dona Julia Charters, www.doniajuliacharters.com.ar

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